Arquivo do mês de Junho, 2009

AHMEDINEJAD CHAMA HOLOCAUSTO DE “GRANDE FRAUDE”

Sexta-feira, 12 de Junho, 2009
TEERÃ (Reuters) – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chamou o Holocausto de grande fraude nesta quarta-feira, reiterando uma visão que já havia sido denunciada por rivais moderados nas eleições presidenciais deste mês.

De acordo com a televisão estatal Irib, o conservador Ahmadinejad fez as declarações durante discurso contendo seu último ataque verbal a Israel, país não reconhecido pela República Islâmica.

Descrevendo Israel como “o regime mais criminoso na história humana”, ele continuou para se referir a “grande fraude do Holocausto”.

Os críticos de Ahmadinejad, incluindo reformistas e até mesmo alguns conservadores, dizem que seus veementes discursos antiocidente e seu questionamento do Holocausto isolaram o Irã, que enfrenta o Ocidente por suas ambições nucleares.

Teerã diz que seu trabalho nuclear tem apenas fins pacíficos mas países ocidentais temem que se trata de um programa militar secreto.

Ahmadinejad tem contra-atacado seus oponentes, que incluem o ex-primeiro-ministro Mirhossein Mousavi, acusando-os de tentar enfraquecer o Estado Islâmico por quererem uma política de afrouxamento com o Ocidente.

O presidente, que busca reeleição no pleito de 12 de junho, enfrenta dois candidatos moderados: além de Mousavi, o ex-presidente do Parlamento Mehdi Karoubi e o conservador ex-diretor da Guarda Revolucionária Mohsen Rezai.

Ahmadinejad assumiu o poder em 2005 com a promessa de divisão mais justa dos recursos do petróleo e retorno à valores revolucionários islâmicos. Neste mesmo ano, ele causou indignação no Ocidente ao dizer que o Estado de Israel deveria ser riscado do mapa.

(Reportagem de Hossein Jaseb e Zahra Hosseinian)

O GLOBO, 03.06.09

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/03/ahmadinejad-chama-holocausto-de-grande-fraude-756179478.asp

NAO SE INTERESSAM PELO HOLOCAUSTO

Quarta-feira, 3 de Junho, 2009

Holocausto: A importância de “não esquecer”

Por Renata Silva- ljcc06070@icicom.up.pt

Publicado: 28.01.2009

Historiadora Irene Pimentel alerta para as “lições” de uma história que “muito jovens desconhecem”. Dia Internacional das Vítimas do Holocausto foi assinalado ontem. ”É fundamental guardar esse período na memória, ainda que seja dos mais pesados da História”. O aviso é da investigadora Irene Pimentel e surge à passagem dos 64 anos sobre a libertação dos sobreviventes dos campos de extermínio do regime nazi, celebrados ontem, no Dia Internacional das Vítimas do Holocausto.

A data assinala a libertação dos campos de Auschwitz-Birkenau, na Polónia. Entre a Primavera de 1942 e a 27 de Janeiro de 1945, terão ali morrido mais de um milhão de vítimas do Holocausto, na sua maioria judeus, mas também pessoas com deficiência ou pertencentes a minorias étnicas.

Em 2005, a Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) decretou que este dia passaria a ser comemorado para lembrar e homenagear as vítimas do Holocausto. Ao JPN, Irene Pimentel realça a necessidade de o mundo “não esquecer estes acontecimentos e ter atenção a outros que contrariam os Direitos Humanos”.

“O Holocausto está mais do que documentado”

A autora de  Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial critica as perspectivas revisionistas que negam a existência do Holocausto. “Os negacionistas aceitam que houve uns campos de concentração e que houve alguns judeus que morreram por causa de doenças, mas negam o extermínio propriamente dito”, revela Irene Pimentel. De acordo com a investigadora, o negacionismo tem “intuitos políticos” e resulta de uma “atitude anti-semita”

Para a vencedora do Prémio Pessoa 2007, “o Holocausto está hoje mais do que documentado em vários depoimentos de pessoas que sobreviveram, bem como na historiografia que explica todo o processo” que culminou no “extermínio industrial” dos judeus.


“Há muitos jovens que não se interessam pelo Holocausto”

Irene Pimentel lamenta ainda que, “apesar da historiografia ser tão importante e tão abundante”, existam “muitos jovens que não sabem ou não se interessam pelo Holocausto”. 

Segundo a historiadora, “o problema do Holocausto não é só o que aconteceu, mas também as lições que se podem tirar para o presente e para o futuro”. Até porque “a História constitui um aviso daquilo a que pode levar um novo recrudescimento do racismo e da xenofobia”, remata.

Em comunicado oficial a propósito do Dia Internacional das Vítimas do Holocausto, as Nações Unidas pediram que sejam “analisadas as razões por que o mundo não impediu o Holocausto e outras atrocidades perpretadas desde então”. O documento destaca ainda a importância de “ensinar às crianças as lições dos capítulos mais sombrios da História”.

http://jpn.icicom.up.pt/2009/01/28/holocausto_a_importancia_de_nao_esquecer.html

 

O CALCANHAR DE AQUILES

Segunda-feira, 1 de Junho, 2009

Teerã, 28 mai (EFE).- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acredita que o Holocausto de milhões de judeus durante o regime nazista na Alemanha se transformou “no calcanhar de Aquiles” da sociedade ocidental. ”As potências o usaram para oprimir outras nações, mas nós aludimos ao tema do Holocausto porque é sua principal fraqueza”, afirmou o presidente em entrevista hoje à rádio estatal iraniana.

Durante seus quatro anos de mandato, Ahmadinejad, que luta para ser reeleito no dia 12 de junho, irritou grande parte da comunidade internacional com seus comentários depreciativos sobre o Estado de Israel, o sionismo e o Holocausto, que inclusive chegou a negar.

Além disso, insiste em que Israel é uma “entidade sionista criada pelas grandes potências mundiais” para controlar a região do Oriente Médio e que deveria desaparecer.

As últimas declarações de Ahmadinejad sobre o tema aconteceram após uma pergunta sobre sua política internacional, realizada em um conhecido programa de rádio iraniano.

O presidente voltou a negar as críticas de seus adversários, que o acusam de ter isolado o país com sua estratégia de desafio e provocação constante ao Ocidente.

“Hoje, o papel do Irã na cena internacional é mais importante que o dos Estados Unidos”, afirmou. EFE

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1170582-5602,00-HOLOCAUSTO+E+CALCANHAR+DE+AQUILES+DO+OCIDENTE+DIZ+AHMADINEJAD.html